Publicado dia Abril 27, 2013

Os vinte e poucos anos. Não tem nada parecido, você há de concordar. Diversão é a propaganda dos vinte e poucos. Ser feliz é o slogan. É quando transborda a coragem de jogar nossos corpos pelo mundo – e não apenas geograficamente. Explorar o que é novo, sem medo. Aliás, essa é uma característica das pessoas de vinte e poucos anos: aceitam o desafio daquilo que convida à felicidade.

Os vinte e poucos anos se celebram a noite. Todos os dias. Seja na intimidade de um quarto escuro ou no ritmo de uma boate lotada. Lotada de homens e mulheres de vinte e poucos, que querem aproveitar os instantes quase-mágicos que tropeçam na vida da gente.

E é nessa época que as noites queimam. A gente gosta mesmo é do que faz suar, daquilo que faz molhar, aquilo que enlouquece. A gente gosta do que arrepia. Sexo é uma delícia. Mas sexo aos vinte e poucos é o paraíso!

As mulheres de vinte e poucos. Ousadas mulheres de vinte e poucos. São filhas, são mães, namoradas, esposas, trabalhadoras, universitárias e o mais importante: são delas. Curiosidade é um aperitivo. Inteligência, um afrodisíaco. As verdadeiras mulheres de vinte e poucos podem ter vinte e poucos até com cento e doze. E elas não morrem, meu amor. Mulheres de vinte e poucos fazem história.

Isso porque vinte e poucos não tem a ver só com idade: é uma questão de atitude. Nós não somos a quantidade de velas apagadas por ano, somos o que nos permitimos ser. E nós temos o que – pra nós, de vinte e poucos – se parece com uma eternidade. Às vezes até soa como felicidade.

Experimente ter vinte e poucos – mesmo depois dos vinte e nove.

Por Amanda Inácio


  • Top