5k, vocês têm noção do que é isso? Não, vocês não têm noção do que é isso! Para muitos de vocês, acostumados a seguir blogueiras fitness que correm 10k e continuam lindas, arrasando na foto pós “corridinha”, o meu feito pode não parecer nada, mas quem me acompanha no snap (avacamagra) conhece muito bem a minha saga. Vou resumir aqui para vocês entenderem: eu decidi que queria começar a correr. Isso porque a academia que eu frequento é top em musculação, mas não tem aulas aeróbicas, só as esteiras, bikes e transports. Além disso, eu também notei que o tipo de corpo que eu acho mais bonito em termos de atletas é o dos maratonistas (musculoso e magrinho). Ou seja, vamos unir o útil ao agradável e começar a correr!

Pequeno problema. Eu já havia tentado correr outras vezes, sempre morria antes de completar um minuto. Tenho asma, bronquite, rinite, sinusite e todos e quaisquer problemas respiratórios que vocês puderem imaginar. Depois da adolescência esse quadro melhorou muito, é verdade. Mas ainda assim era impossível correr. Tudo o que eu fazia era caminhar por no máximo uns dez minutos em uma velocidade nem tão acelerada e já estava morta. Mas eu queria correr! – e sagitariana quando inventa de fazer alguma coisa é assim.

Conversei com o meu personal, disse que queria começar a correr e ele me passou o seguinte treino: 10 minutos alternando 1 minuto em velocidade 6 (caminhada) e 1 minuto em velocidade 8 (corridinha leve). No início eu quase morri, mas continuei firme e forte. Até que comecei a conseguir ficar mais do que 1 minuto correndo. Consegui correr 2 minutos. E então 3. E então percebi que se eu aumentasse um pouquinho a velocidade não sentiria tanta diferença no fôlego, mas terminaria o treino mais rápido.

Descobri que eu gostava dessa ideia de treino de tiro (intercalar as velocidades entre algo mais lento e o máximo de velocidade possível), meu personal disse que esse tipo de treino é ótimo para queimar gordura e eu estava feliz com o fato de já conseguir 3k direto, alternando um pouco a velocidade. Só tinha um problema: eu odiava ficar cuidando o relógio da esteira para mudar a velocidade dos 7 para os 9. Parecia que o tempo não passava nunca e era um sufoco cada vez que tinha que aumentar a velocidade. Foi aí que entrou a Disney! – não, eu não esqueci dela.

Comecei a correr com fone de ouvido, ouvindo música. O problema é que (não sei se alguém vai se identificar comigo) mas eu tenho um gosto musical terrivelmente infantil. A maioria das músicas da minha playlist é de… filmes da Disney. Mas acreditem, queridas vacas magras e touros fortes, as músicas da Disney são excelentes para quem quer correr como eu. Não entendo muito de música e não sei explicar com os termos corretos, mas sabem aquelas melodias que começam suaves e então crescem, cheias de energia e que dá vontade de gritar? Já notaram que a maioria das composições da Disney são assim? E isso foi essencial para que o meu treino hoje chegasse ao nível de variar entre a velocidade 8 e a 11 por 5 quilômetros – o que para mim é mais do que incrível.

Eu faço assim: no início das músicas coloco na velocidade 8 ou 8,5 (que já é uma corridinha para as minhas pernas curtas) e vou aumentando a velocidade conforme o ritmo da música. É quase como dançar em cima da esteira! Até agora já consegui chegar até a velocidade 11,8. Como eu odiava ficar cuidando o relógio para mudar a velocidade, agora me guio unicamente pela batida da música e evito ficar olhando aquela xonga – assim eu aguento muito mais tempo sem aquela sofrência toda que era quando tinha que contar os segundos.

E olha, vocês não imaginam o quanto é libertador correr enquanto a Elsa deixa tudo para trás, ou o Hércules vence distâncias. Recomendo.

Por Amanda Inácio


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